O caso da FNAC: um erro não justifica o outro

No dia 20/05/09, a FNAC passou por uma “saia justa” que acabou se espalhando pela web.

Na madrugada do dia 20, a loja virtual da FNAC cometeu um erro grave ao colocar toda a loja a R$ 9,90. TVs de plasma, laptops, celulares e outros artigos somente por R$ 9,90.

Enquanto o erro se encontrava restrito ao site durante a madrugada, a catástrofe ainda não tinha tomado as dimensões que tomou depois que caiu nas redes sociais, como o Twitter,por exemplo.

O resultado do boca-a-boca foi a compra em massa dos produtos a R$ 9,90. Assim como o Rodrigo Maruxo Peres escreveu em seu blog no iMasters e inspirou este post, considero tal atitude como ele mesmo descreveu:

“Pra mim, o que aconteceu virtualmente é o mesmo que acontece fora da internet, quando um caminhão tomba na estrada e o pessoal, ao invés de parar para ajudar, saqueia a mercadoria. Ou ainda, quando existe um quebra-pau generalizado, a turma começa a quebrar vitrines e saquear as lojas. Ou quando o Manuel da padaria sem querer dá um troco maior do que deveria e o cidadão fica quietinho e finge que não é com ele…

- Vamos todos!!! O caminhão da FNAC tombou! Leva tudo o que puder carregar!”

O erro da FNAC não justifica o erro de tirar proveito de uma falha da empresa. Por mais que o consumidor diga que sempre sai prejudicado, nunca ganha vantagens, é constantemente enganado pelas empresas (o que não deixa de ser verdade!), não serve de argumento para justificar a atitude de má fé.

Ao mesmo tempo em que concordo com o Rodrigo, já li algumas especulações sobre o caso na internet. Algumas delas diziam que a FNAC agiu propositalmente e que a atitude fazia parte de uma estratégia para “chamar atenção”. Se isso for verdade, a coisa muda um pouco de figura e a discussão fica mais polêmica.

Porém, sobre o que foi veiculado oficialmente, a FNAC assumiu o erro, se retificou em relação aos clientes e as compras não foram efetivadas.

Confesso que preços atrativos na internet vindos de sites confiáveis sempre são interessantes. O estímulo à compra é forte. Mas é preciso exercitar o bom senso antes de efetuar um negócio excepcionalmente vantajoso.

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One Comment on “O caso da FNAC: um erro não justifica o outro”

  1. Roberto Camargo Disse:

    Ainda tem cara de pau achando um absurdo a FNAC ter cancelado os pedidos e dizendo que vai entrar com processo.

Comentários: